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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Projeto de Terra sobre prevenção e combate de drogas deve voltar à pauta na Câmara


Com a retomada dos trabalhos legislativos de 2013, a Câmara Federal deverá colocar em pauta de votação o Projeto de Lei 7663/2010, do deputado Osmar Terra (PMDB-RS), que vai se tornar o novo marco legal na prevenção e combate ao uso de drogas. Entre outros pontos, o texto determina a internação involuntária do dependente químico:

- A família é fundamental nesta questão. Ela pode e deve ser ouvida no caso de um drogadicto em crise, que vive na rua, come lixo, vendeu ou roubou tudo o que tinha em casa, agride pessoas para conseguir dinheiro e comprar droga. Alguém assim não tem condições de discernir o que é certo ou errado. É a hora da família intervir, procurar um médico especializado e pedir a internação. O profissional vai analisar a situação e determinar a internação, mesmo contra a vontade do paciente.

Terra afirma que o principal objetivo da internação é desintoxicar e que este período não será superior a 40 dias. Depois disso, com o organismo limpo, o dependente poderá escolher se segue ou não no tratamento numa comunidade terapêutica:

- O dependente não será laçado na rua, isto é importante dizer.

A família será fundamental no começo do tratamento. Quanto mais cedo iniciar o processo, melhor para o dependente.

CONSULTÓRIO DE RUA NÃO BASTA

Terra, que foi secretário da Saúde do Rio Grande do Sul nos governos de Germano Rigoto e Yeda Crusius, afirma que tentativas de tratamento como Consultórios de Rua, não tem efeito no tratamento do dependente:

- A droga cria uma nova memória, muito poderosa. Qualquer ambiente que lembre seu uso, seja por cheiros ou pelo visual, pode levar a uma recaída. É o mesmo caso do cigarro comum, onde até mesmo o cheiro do cafezinho pode despertar a vontade de fumar. É o caso dos Consultórios de Rua. Na rua é que ele encontra a droga. É importante apartar o usuário do ambiente da droga, deixa-lo em abstinência por um tempo, que varia de 15 a 45 dias. Não existe a cura definitiva, mas seu controle é possível – argumenta o parlamentar.

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